22 de set. de 2011








IGREJA - ORGANISMO E ORGANIZAÇÃO

INTRODUÇÃO:    A humanidade vive, nos dias atuais, cercada com desafios de todos os tipos e tamanhos, mostrando a sua capacidade de encontrar a solução e de adaptação no contexto da vida.
Certamente a função Pastoral também está cercada de grandes desafios, pois a Igreja é possuidora das suas próprias necessidades, seja na sua estrutura organizacional, na delegação de poder, como também necessidade de ter um crescimento sadio; uma boa gestão Pastoral certamente conduzirá o rebanho de Deus a vencer, com a orientação Divina, os desafios dos dias atuais.


FUNÇÃO PASTORAL NA ESTRUTURA ORGANIZACIONAL DA IGREJA

Na estrutura organizacional é definida a pessoa do administrador, como administrar e como desenvolver o seu trabalho até mesmo envolvendo outras pessoas na estrutura.
A igreja é, simultaneamente, ORGANISMO e ORGANIZAÇÃO. O povo de Deus está organizado num tríplice aspecto, que são:
Aspecto Espiritual
Aspecto Social
Aspecto Econômico
Administrar a igreja do Senhor é distinguir-se como um autêntico líder.

Pastor: O Administrador Eclesiástico
Para uma melhor compreensão da função pastoral, precisamos saber que administração eclesiástica é o estudo de diversos assuntos ligados ao trabalho do pastor, na sua função de liderar e de ser o principal administrador da igreja em que está servindo.
O administrador é um especialista na arte de trabalhar com pessoas. Sente-se vitorioso quando ajuda outras pessoas a fazer bem o seu trabalho. A administração perfeita está nos céus, porém sabemos que nenhuma igreja sobrevive sem uma administração organizada.
Não podemos jamais esquecer que a igreja é uma organização e um organismo. É um povo organizado espiritualmente, socialmente e economicamente.

O Pastor como Administrador
Gerenciar a igreja de Deus é algo de grande responsabilidade, e administrar é:
Prever: É preparar-se para o futuro, com antecedência, com programas de ação. É predeterminar um curso de ação.
Organizar: Reunir meios e recursos materiais e humanos, distribuindo racionalmente e de uma maneira harmoniosa e funcionando como um todo.
Comandar: Determinando as providências, para que toda a organização venha funcionar da maneira correta e dentro das normas estabelecidas, tomando decisões, comunicando, motivando e ajudando as pessoas a melhorarem suas atividades e habilidades.
Coordenar: Mantendo o organismo em funcionamento homogêneo, proporcionando o perfeito equilíbrio do sistema operacional e do desenvolvimento. Assim, evita-se perda de tempo e complicações indesejáveis.
Organizar: avaliando, regularizando o trabalho em andamento e acabado. Estabelecendo padrões de execução e correção do desempenho.

O Pastor como Capacitador
Administrar não é a capacidade de fazer muitas coisas e sim a “ciência de gerar um organismo”, é distribuir as responsabilidades e não “executar todas as tarefas”, fazendo com que todos participem do trabalho. Muitos líderes querem tratar pessoalmente dos detalhes mínimos da organização da igreja e se esquecem que o trabalho do administrador  é ajudar no crescimento das pessoas, capacitando-as para executar as tarefas e motivando outras pessoas para o trabalho.
         Os líderes de igrejas que crescem concentram seus esforços em capacitar outras pessoas para ministérios específicos. Líderes que capacitam seus liderados formam colaboradores, e não meros ajudantes. O líder que ajuda os cristãos de sua igreja a chegar a medida de plenitude intencionada por Deus para cada um, certamente é um líder capacitador, que apóia, motiva e acompanha os liderados na tarefa de servir a Deus.

Evidências de um Autêntico Líder Cristão
Enquanto administra a igreja do Senhor, o obreiro cristão deve se distinguir como um autêntico líder; para tanto, deve ter em mente o seguinte:
O líder não faz tudo sozinho, mas delega poderes e distribui tarefas;
O líder não só manda, mas vai na frente para que seus liderados o tomem como exemplo;
O líder não tem porque considerar alguém uma ameaça para sua liderança, desde que esteja sob a direção Divina;
O líder não usa de subterfúgios nas suas ações, mas permite que as mesmas sejam examinadas a qualquer hora por quem interessar;
O líder deve estar ocupado não só na aquisição e conservação do patrimônio material da igreja, mas, sobretudo, do bem estar espiritual da mesma;
O líder respeita o seu liderado e o trata como co-herdeiro da mesma esperança.


A FUNÇÃO PASTORAL NA DELEGAÇÃO DE PODER
A capacidade que as pessoas tem de realizar é determinada pela capacidade que tem o seu líder de delegar poder. O inimigo numero um da delegação de poder é o desejo de segurança na função. O líder fraco pensa que, se ajudar os subordinados, acabará se tornando dispensável para a organização.

Delegando Poder
Somente líderes seguros delegam poder aos outros; só as pessoas que detêm poder conseguem desenvolver seu potencial. Se o líder não consegue ou não quer delegar poder aos outros, ele cria barreiras dentro da organização, que as pessoas não conseguem superar.
Muitas vezes as barreiras permanecem em pé por muito tempo, e as pessoas desistem ou procuram outra organização, onde possam trabalhar com todo seu potencial. Este tem sido um sério problema da igreja nos dias atuais, em que muitos líderes, com medo de perderem suas posições, criam imensas barreiras para que algumas pessoas, com capacidade de servir bem em um determinado trabalho, não venham exercer nenhuma atividade, simplesmente porque o líder tem medo de perder a sua posição de líder.

A Eficácia da Delegação de Poder
Observando a ordem do grande mestre Jesus, quando enviou os seus discípulos na grande missão de levar a sua palavra e o seu Nome a todos os lugares da terra, encontramos nesta ordem, uma delegação de poder para em seu Nome pregar o evangelho, curar os enfermos e, de cidade em cidade, fazerem discípulos. Fundamental para delegar poder aos outros é acreditar firmemente nas pessoas.
A igreja de hoje precisa de um líder de sucesso, que saiba delegar poder, pois somente um verdadeiro líder será capaz de treinar outro líder e enviá-lo a realizar o trabalho.
 3.      A FUNÇÃO PASTORAL E OS DESAFIOS DA IGREJA NOS DIAS ATUAIS
O grande desafio do verdadeiro líder nos dias atuais é enfrentar as grandes mudanças que ocorrem na igreja, os “conflitos de gerações”, fato este que acontece cada vez mais na igreja. Nestes conflitos, os antigos cobram da liderança o retorno dos “marcos antigos” e os mais jovens o avanço das “novas conquistas”, cabendo ao líder manter o avanço necessário para a igreja, sem deixar que os “conflitos” separem as gerações do maior e principal objetivo da igreja: anunciar a salvação em Jesus e ser possuidora de uma vida regenerada.
 Os Desafios dos Relacionamentos na Igreja
Infelizmente, a cultura que gera relacionamentos superficiais vem afetando diretamente a igreja. Muitas igrejas da pós-modernidade não estão conseguindo alterar essa realidade e não conseguem gerar relacionamentos duradouros. As igrejas do passado eram como centros comunitários nas pequenas cidades e bairros onde se instalavam, onde se desenvolviam ambientes de relacionamento e os laços de amizade eram duradouros.
Hoje, as grandes igrejas agregam pessoas não só do bairro, mas de toda a cidade, pessoas habituadas a relacionamentos fugazes, com pouco contato pessoal, sem desejo de se exporem, gente que se encontra aos milhares, porém de uma forma rápida e superficial.
As igrejas gradativamente se convertem de centros comunitários para centros de auto-ajuda. O fim disto tudo é quem conseguem produzir momentos, apenas momentos, de júbilo, alegria e sensações e depois despedem as multidões de volta para a solidão e desespero de suas vidas.
 As Mudanças e a Tensão a Serem Vivenciadas pela Igreja
Estamos vivendo um período histórico de transição neste início de milênio. Trata-se de uma época de mudanças vertiginosas, profusas e desestabilizadoras.
Nos dias atuais são mudanças tecnológicas, culturais, filosóficas, políticas, etc...
Essas mudanças que ocorrem na sociedade, não são absolutamente irrelevantes para a igreja, pois cria um verdadeiro dilema, e necessidade urgente de resposta: Deve a igreja também mudar ou deve evitar a todo custo qualquer tentativa de mudança?
Parece um questionamento simples, porém não é tão simples quanto parece a princípio, pois se por um lado á igreja não pode estar isolada, por outro, há também limites para as transformações que possa sofrer.
Se a igreja mantiver um auto-confinamento, distanciando-se das mudanças fora de seus limites, pode ser condenada à estagnação e ao isolamento dentro de sua cultura e de quatro paredes, ao passo que se aceitar as mudanças, sem qualquer critério acerca das ideologias, pode ser levada a secularizar-se.
Por esta razão é necessário um parâmetro que sirva de guia e referencial confiável. Tal parâmetro só pode ser representado pela Palavra de Deus, cujo crivo toda mudança deve ser submetida.
Devemos nos lembrar que a bíblia, já nos ensina que os extremos devem ser evitados. Nem o fanatismo legalista nem o liberalismo inconseqüente.
 O Pastor como Agente de Continuidade e Mudança
Um líder sem uma estratégia é como um soldado que vai para a guerra sem um plano de combate: logo percebe que será derrotado pelo inimigo.
O Pastor, como agente de continuidade da obra de Deus, precisa ser consciente das mudanças necessárias para o crescimento sadio da igreja e da organização, sabendo que não existe nenhum valor em ser líder apenas para ser uma foto na galeria de “ex-líderes” de sua organização. É necessário marcar época e coragem para enfrentar e fazer as mudanças.
Os líderes inconformados, inovadores e que estão realmente preocupados com as necessidades das pessoas, serão capazes de marcar época. São pastores que não querem apenas ver o tempo passar para entregar o cargo a outra pessoa. São aqueles que dominam o tempo e fazem com que seus projetos ultrapassem barreiras e fronteiras
Às vezes para se marcar época é necessários fazer mudanças, e o nosso mestre Jesus Cristo não aceitou as tradições, foi um grande inovador e criou um impacto espiritual na vida das pessoas, deixando marcas profundas nas pessoas no seu tempo e nos dias de hoje.
O Pastor não pode ser apenas mais um líder, entre tantos que existem, ele precisa ser um líder que marque época, que tenha coragem para dar continuidade no que é necessário e mais coragem ainda de realizar as mudanças que marcarão para sempre a sua época.
  CONCLUSAO:      Ao finalizar este trabalho quero mostrar que ser Pastor de uma organização e de um organismo vivo, como a Igreja do Nosso Senhor Jesus, não é simplesmente para se ter um emprego de um “alto executivo”, de grande “empresário”, mais é ser capaz de uma total dependência de Deus, é ser servo, capaz de administrar a obra de Deus com humildade e sabedoria, ser exemplo de vida para os que estão esperando uma orientação.
Pois quando se trata de Igreja, a coisa é bem diferente, visto que a nossa maior responsabilidade não é simplesmente mostrar os nossos valores e a nossa capacidade de servir as pessoas, mas a maior de todas, é realizar a obra de Deus, implantando o seu reino e a sua vontade entre os homens.


BIBLIOGRAFIA
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CAMPANHÃ, Josué, Segredos da Liderança, 3º edição. Editora Vida. 2003.
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MAXWELL, John C. As 21 Irrefutáveis Leis da Liderança, 1º edição, Editora Mundo Cristão, 1999.
MAXWELL, John C. 21 Minutos de poder na Vida de um Líder, 1º edição, Editora Mundo Cristão, 2002.
MILLER, Steve. Liderança Espiritual Segundo Spurgeon, 1º edição, Editora Vida, 2004.
OLIVEIRA,  Raimundo F. de. Teologia do Obreiro, 4º edição, EETAD, 2002.
BÍBLIA SAGRADA. Edição Revista e Corrigida, Imprensa Bíblica Brasileira, Tradução
João Ferreira de Almeida, 1991.

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